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Museu :: Serviços Educativos

Até há bem pouco tempo atrás havia a ideia de que a acção educativa passava pela comunicação estética entre o objecto e o educador.
Uma pessoa entrava numa exposição, observava a obra de arte e, de alguma maneira, percebia automaticamente a relevância de cada peça.
Não há dúvida de que tal postura só favorece um público preparado e sofisticado, mas a crença de que uma “obra-prima” basta por si só, está cada vez mais longe das actuais exigências.

A maioria das pessoas não está preparada estudar os objectos da mesma forma que se prepara para ler um livro. É necessário prepararem-se linhas de análise para as exposições.

No passado, os historiadores de arte investigavam uma obra de arte em si mesma, ela era o centro do estudo, procurando-se uma interpretação única e definitiva. Outros historiadores poderiam apontar para outras interpretações, mas todos procuravam uma verdade essencial. Essa verdade podia incluir:

  • a descoberta da intenção original do artista
  • a classificação das características estilísticas ou derivações da obra em relação a um determinado estilo, uma escola ou um movimento
  • identificar as obras de outros artistas que poderiam ter influenciado ou que fossem idênticas
  • a análise das teorias artísticas que estavam em voga no momento da criação da obra
  • a análise das características formais, a interpretação iconográfica ou a descrição da sua procedência

Os investigadores que seguem as novas teorias, embora não desvalorizem os métodos de investigação tradicional, ampliaram consideravelmente o número de percursos de estudo.
Os novos investigadores de arte pensam que nunca pode haver uma só verdade por detrás de uma obra, já que as influencias e o marco histórico é só uma parte do contexto da peça. O significado altera-se à medida que se altera o contexto da obra.
Este faz com que seja possível e inclusivamente aconselhável, a existência de múltiplas interpretações. Por conseguinte o contexto e o significado flutuam sistematicamente.

Um objecto transforma-se numa obra de arte através da interpretação e não da criação.
As novas teorias sociológicas, psicológicas, culturais e políticas podem conduzir à elaboração de valiosas interpretações. Do mesmo modo que se alterou a forma de fazer arte também se alterou a forma de a interpretar.
É no exercício da sua função educativa que o museu cumpre de forma mais profunda o seu papel de instituição que está ao serviço da comunidade.

Respeitando as diferenças individuais e as técnicas pedagógicas específicas, museus e escolas têm e devem contribuir para o desenvolvimento integral do Homem.
A trilogia museologia / comunicação / pedagogia devem andar sempre associadas, se pensarmos na realização da missão educativa destas instituições - que devem ter uma forte acção cultural, pedagógica e científica.